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Um Redesenho no Perfil do Estado

Urge que se redesenhe o perfil do Estado. Mas para que ocorra essa mudança, primeiro é preciso questionar: Como deverá ser este Estado?
Quando 05/04/2017
das 12h05 até 17h05
Onde CRA-TO
Participantes palestrante
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Urge que se redesenhe o perfil do Estado. Mas para que ocorra essa mudança, primeiro é preciso questionar: Como deverá ser este Estado? Com certeza, o que se almeja é um organismo político e administrativo que atenda realmente os anseios da sociedade, cujo alicerce deve-se começar agora.Um Estado com uma dinâmica inteligente, ativo e interligado com a sociedade civil, que requeira novos instrumentos de Gestão Participativa. Um Estado que opere uma gerência eficiente e eficaz, que tenha acesso à tecnologia para que se possa implementar uma nova cultura organizacional e gerencial – que seja menos burocrática e aberta à participação-, que tenha um serviço civil estável e de carreira, e que busque novos instrumentos para o combate as desigualdades sociais que tanto assola o País. Além disso, que tenha melhor qualidade em seus serviços para que os cidadãos tocantinenses possam ser tratados melhor e com dignidade.

 

Ao se qualificar os termos da discussão, é preciso enfatizar que na explicação da mudança sempre se busca resposta para duas ordens de questões: Qual o sentido da mudança? Quais as forças motrizes que a impelem? Vale observar que toda mudança seja ela social ou organizacional é efetivamente um desafio, e isso em dois planos. É um desafio societário de ordem “material”, na medida em que implica o desenvolvimento e o deslocamento de forças (econômicas, políticas e sociais) encravadas na sociedade, e é um desafio psicológico de ordem “espiritual”, quando se implica o abandono de ideias, representações e imagens cristalizadas na cultura e nas consciências individuais.

Na dramaticidade quanto ao desafio de mudar, evidencia-se o quanto as transformações podem causar risco, medo, insegurança. O mudar é, num certo sentido, tornar-se outro, encontrar uma nova identidade, viver um difícil e doloroso processo de desidentificação e de reincorporar o novo.

E o mundo que nos cerca está em mudança permanente e com grande complexidade. No campo das Ciências Administrativas não é diferente. Esse está passando por uma grande revolução, com novos conceitos e, mais do que nunca, interdisciplinar e sistêmico, descentralizado, entretanto, com democracia, delegando poderes e recursos com gestão participativa .

Por isso, é preciso precauções na elaboração de políticas públicas. Da mesma forma que um médico faz o seu diagnostico em um paciente para o tratamento, o gestor público deverá ter o olho clínico quanto às mudanças, sejam elas de ordem interna ou externa.

Mudanças acertadas, toda a sociedade se beneficia, no entanto, se houver erros por incapacidade de gestão, paga-se um preço muito alto. No mundo atual não se pode mais dar ao luxo de errar, principalmente na gestão pública, onde uma falha compromete toda uma dinâmica de ordem material e social ao retrocesso.

Enfim, a verdade é que, em muitas áreas vitais de nossa existência, o ser humano é paciente demais. Espera demais para fazer o que precisa ser feito, num mundo em que se vive um dia de cada vez, sem garantia do amanhã.



Elion Sarmento Silva: Professor Universitário, vice-presidente do Conselho Regional de Administração do Tocantins. e-mail:[email protected]

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