Inteligência Artificial nos negócios, como usá-la?

Inteligência Artificial nos negócios, como usá-la?

Inteligência Artificial invade o mercado brasileiro e desafia profissionais de marketing a torná-la mais agradável ao consumidor

De olho nas novas tendências tecnológicas e sociais da atualidade, empresas de diferentes portes têm investido pesado no desenvolvimento de ferramentas eletrônicas e digitais para se relacionarem com seus consumidores. Inteligências Artificiais (IA) como a ‘Magalu’ (do grupo brasileiro Magazine Luiza), ‘Alexa’ (da gigante do varejo Amazon), ‘Siri’ (da Apple) e ‘Cortana’ (da Microsoft) são alguns dos nomes já conhecidos pelos brasileiros.

Outro exemplo é o uso de bots (softwares que interagem com pessoas), em plataformas como Whatsapp e Telegram, para atendimento remoto de clientes. Bancos e operadoras de telefonia estão entre os principais segmentos que popularizaram o dispositivo e têm se beneficiado da nova tecnologia.

Segundo pesquisa realizada pelo site de notícias “Mobile Time” (de cobertura da indústria móvel), em 2020 o número de ‘robôs de conversação’ (termo técnico dos bots) aumentou 68%, em relação ao ano anterior, chegando a 101 mil em todo o Brasil. Foram mais de 2,2 bilhões de mensagens trocadas, por mês, com os usuários.

Para o administrador e pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV-RJ), Carlos Alecrim, a tendência é aumentar o uso de tecnologias de comunicação remota entre empresas e consumidores. O pesquisador relata que a pandemia acelerou decisões de negócios que poderiam levar anos para serem postas em prática.

De acordo com ele, além da intensificação do uso de canais tecnológicos e mídias digitais, a popularização do Home Office (hoje realidade em todo o mundo) e as tecnologias de internet móvel como o 5G e o 6G (já em desenvolvimento) devem mudar de vez a lógica de trabalho nas empresas. Também afetarão a maneira de fazer negócios, o consumo, em geral, e o relacionamento entre as pessoas.

“Além disso, os processos decisórios passaram a ser exercitados, estimulados e exigidos, de forma muito diferente, com mais importância estratégica para a sobrevivência dos negócios. E quanto mais tradicionais são as empresas, maior o desafio para mudar e inovar”, diz.

Identidade

Sobre a disseminação da inteligência artificial (IA), o pesquisador diz que existe uma busca de identidade do mercado, junto ao consumidor, e que as personas (características do consumidor-alvo) têm sido utilizadas na criação de personalidades de dispositivos como a Magalu. No entanto, ele ressalta que tais soluções e inovações exigirão mudanças e adaptações, pois nem todas as pessoas preferem falar com as máquinas, embora haja outras que prefiram o autoatendimento.

“A grande vantagem das IAs é fazer uma tarefa em escala maior e liberar humanos para resolver problemas mais complexos. Porém, a criatividade e a capacidade de adaptação ainda são características que nos diferenciam”, analisa.

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Por Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA

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